quarta-feira, 24 de março de 2010

O calor de um raio é cinco vezes o da superfície do Sol

Raio

Um raio é resultado da separação e cargas elétricas numa nuvem do tipo cúmulo-nimbo. Essa separação ocorre quando há o choque entre granizo e partículas de gelo em seu interior. Quando a diferença de cargas é muito grande, uma carga elétrica negativa (chamada de condutor), fraca e invisível, deixa a nuvem e desce, parando a uma altitude que pode variar de 30 a 50 metros.

Devido à intensidade do campo elétrico formado, as cargas positivas do solo que estiverem mais próximas do raio condutor saltam até encontrá-lo, fechando assim o circuito elétrico entre a nuvem e o solo. Como tudo isso acontece em milionésimos de segundo, tem-se a impressão de que o raio cai, quando, na verdade, ele sobe.

Em um segundo, 100 raios iluminam o céu nas diferentes regiões do globo. Num dia, serão mais de 8 milhões. Em um ano, 3 bilhões.

O brilho de um raio - ou relâmpago - dura em média meio segundo.

O seu calor é tão forte (30.000ºC, cinco vezes a temperatura da superfície do Sol) que o ar à sua volta se expande como um estrondo, o trovão.

O Brasil é o campeão mundial em incidência de raios. Cerca de 100 milhões atingem o solo brasileiro todos os anos. Os raios provocam cerca de 200 mortes por ano e o fere outras 1000.
Seu tamanho está ligado à sua duração. Conte os segundo entre o aparecimento do raio e o estrondo do trovão e divida por três: o número obtido será o comprimento em quilômetros.

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