segunda-feira, 9 de maio de 2011

Político Enéas Carneiro começou com apenas 17 segundos na TV



Enéas Ferreira Carneiro

•Enéas Ferreira Carneiro nasceu em Rio Branco (AC), no dia 5 de novembro de 1938.

•Os pais morreram quando ele tinha nove anos.

•Em 1958, mudou-se do Acre para o Rio de Janeiro, onde se formou em Medicina em 1965.

•Em 1968, se formou em Matemática. Um ano depois, concluiu sua especialização em Cardiologia.

•Em 1977, publicou o livro didático denominado "O eletrocardiograma", que ainda hoje é conhecido no meio médico como a “A Bíblia do Enéas”. Deu aulas sobre esse assunto no Rio de Janeiro e em São Paulo.

•Entre 1986 e 1988, foi presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro.

•Em 1989, Enéas fundou o PRONA (Partido de Reedificação da Ordem Nacional) e se lançou como candidato a presidente da República. Eram as primeiras eleições diretas do Brasil após a Ditadura Militar.

•Seu tempo na propaganda eleitoral gratuita era de apenas dezessete segundos. Mesmo assim, o estreante político recebeu 360.561 votos. O motivo foi sua imagem inusitada: os curtos discursos do sujeito calvo, barbudo e com óculos muito grandes tinham sempre a Sinfonia n.º 5 de Beethoven ao fundo, e terminavam com o bordão “Meu nome é Enéas!”.

•Em 1994, se candidatou novamente ao cargo e ganhou mais um minuto no horário eleitoral. Foi o terceiro candidato mais votado, com cerca de 4,6 milhões de votos.

•Na candidatura de 1998, seu tempo na TV era de um minuto e 40 segundos. Nessa campanha, causou polêmica ao propor a construção da bomba atômica. Recebeu aproximadamente 1,4 milhão de votos.

•Dois anos mais tarde, perdeu a disputa pela prefeitura de São Paulo. No entanto, apoiou a candidata a vereadora Havanir Nimtz, que venceu.

•Em 2002, conseguiu a maior votação para um candidato a deputado federal da história do país. Foram 1.563.112 votos. Pelo sistema proporcional, a votação de Enéas permitiu que mais cinco candidatos do PRONA fossem eleitos, mesmo nenhum deles tendo recebido mais de mil votos.

•Em 2006, Enéas foi diagnosticado com leucemia. Decidiu então raspar sua barba, para que não acabasse perdendo-a por causa da quimioterapia. Nesse ano, durante sua campanha de reeleição para a Câmara dos Deputados, mudou seu bordão “Meu nome é Enéas!” para "Com barba ou sem barba, meu nome é Enéas!". Venceu a disputa eleitoral com a quarta maior votação do estado de São Paulo, com 386.905 votos.

•Seu partido, PRONA, se fundiu no mesmo ano com o PL (Partido Liberal), dando origem ao PR (Partido da República).

•Era contra o aborto e o casamento entre homossexuais.

•Morreu em 6 de maio de 2007, vítima da leucemia. Ele havia desistido do tratamento quimioterápico e abandonado o hospital.

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